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24 de Outubro de 2021

Mas onde foi parar o dinheiro do caixa?

Ricardo do Valle, Administrador
Publicado por Ricardo do Valle
há 5 anos

Quantas vezes já ouvimos a pergunta título deste pequeno artigo? A resposta é: - Em muitas oportunidades - e é muito comum em empresas; pouco afeitas a “controles”, que de uma hora para outra, se deparem com dificuldades de caixa. Ou seja, as contas a pagar são maiores do que as contas a receber, causando aumentos de custos, problemas com fornecedores ou até mesmo com funcionários, pelo atraso dos salários, podendo até inviabilizar a perenização do empreendimento.

Eventuais desequilíbrios financeiros poderiam ser previamente (e, com muita antecedência) conhecidos, se as empresas e os profissionais responsáveis pela área financeira, adotassem uma ferramenta imprescindível em sua gestão, conhecida por Fluxo de Caixa.

Mas o que é Fluxo de Caixa!? É o controle financeiro resumido de todas as atividades da empresa ou de qualquer empreendimento, consistindo no registro, e sua distribuição no tempo, das previsões de recebíveis e obrigações a pagar, apurando-se o saldo final, que poderá ser credor (sobra de valores) ou devedor (há mais a pagar do que a receber).

Tal ferramenta, quando bem gerida, permitirá ao empreendedor ou gestor da atividade, gerir o seu caixa com muita segurança, antevendo as situações difíceis, possibilitando avaliar também a lucratividade da operação, antes até dos balancetes contábeis mensais; nem sempre em dia com os registros, pois se faltar dinheiro no caixa, algo está errado, e assim, corrigir desvios comerciais, produtivos ou quaisquer outros aspectos operacionais.

Veja exemplo simplificado da composição do Fluxo de Caixa. (Valores em R$ x 1.000)

No exemplo, observa-se o saldo positivo no final do período 1 (55,0) e negativo no período 2 (-15,0), pois nesse último período, os desembolsos são maiores que os recebimentos, e ao prever tal situação, o gestor financeiro poderá realocar pagamentos, através de postergações negociadas, ou antecipar recebimentos, compensando a diferença negativa, com inúmeras outras possibilidades de manuseio das finanças, mantendo o equilíbrio e saúde financeira empresarial.

O Fluxo de Caixa será elaborado sempre com os valores já registrados e contratados, e também conhecidos (compromissados/empenhados), acompanhados das estimativas futuras dos valores das vendas, insumos e custos da operação.

Os períodos de análise financeira da atividade podem ser semanal, dezenal, quinzenal, mensal ou outro qualquer, adequando-se ao ciclo operacional do empreendimento.

Adotando-se então o controle do Fluxo de Caixa, será muito fácil identificar onde irá parar o dinheiro do caixa.

Ricardo do Valle

Administrador – CRA-SP 14.775

E-mail: dvlserv@hotmail.com

Blog: DVLEMPRESARIAL@blogspot.com

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