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24 de Outubro de 2021

Sucessor nos meus negócios/empresa? Agora? Para quê?!

Ricardo do Valle, Administrador
Publicado por Ricardo do Valle
há 5 anos

Há pessoas vivendo a vida pensando que serão eternas, e que conduzirão seu futuro conforme seu desejo. Será correta tal forma de pensar? Talvez a melhor resposta seja "não", pois imprevistos, acidentes e até fatalidades sobrepõem-se ao controle de todos.

Advém-nos então a pergunta: O que fazer?

Resposta: Entendermos que não haverá eternidade para ninguém; ou seja, o natural caminho será o passamento desta vida, deixando algum legado, que pode ser material ou intangível, e preservado com um mínimo de planejamento.

Atendo-se apenas à área empresarial, especificamente nos empreendimentos familiares, o planejamento sucessório do (s) patriarca (s) e fundador (es) é vital para perenizar a empresa, seu patrimônio, e principalmente, evitar conflitos fratricidas, após a sua ausência, que levaria à destruição do elo afetivo familiar.

Importante salientar que a personalidade do empreendedor é contraditória, pois resiste a mudanças ou inovações, quando elas não se originam de sua pessoa, criando barreiras e conflitando com as necessidades de delegar o poder, e profissionalizar a organização, acreditando que assim estaria perdendo o comando, o que não é verdadeiro.

Se o (s) fundador (es) conscientizarem-se das dificuldades da sucessão, iniciará(ão) desde cedo os procedimentos sucessórios, sendo hoje e agora o melhor momento, enquanto a empresa opera com normalidade, e seu administrador tem plena capacidade mental e física, de forma a não haver atropelos ou decisões urgentes, para reduzir ou transpor os problemas do percurso, preparando os sucessores de acordo com suas possibilidades e competências. Qualquer procedimento sucessório demandará tempo de médio ou de longo prazo, algo entre 5 e 15 anos, dependendo de cada caso.

Um programa sucessório exitoso dependerá muito de como o (s) patriarca (s) educará(ão) seu (s) filho (s), pois a família bem preparada para lidar com riqueza e poder não será corrompida por esses bens (riqueza e poder) quando chegada a hora.

Desta forma, compete ao (s) patriarca (s) trabalhar (em) pela harmonia familiar e profissionalização de seus herdeiros, envidando esforços no conhecimento de suas personalidades, seus sonhos e capacidades intelectuais, e, havendo condições, direcionando-os para adquirirem experiência profissional, inicialmente, fora da empresa familiar, sustentada com base educacional de qualidade; depois, trazê-los para dentro do negócio, convidando-os a ocuparem diversas posições operacionais ou de assessoria, conhecendo assim, os meandros das atividades, obtendo a experiência suficiente para o comando.

Ainda há que confrontar-se com a realidade dos sucessores ou herdeiros, que nem sempre sonharam ou sonhariam os mesmos sonhos dos pais (fundadores), tendo outros projetos de vida, não desejando integrarem-se ao quadro sucessório operacional, e figurando apenas como herdeiros, eventualmente partícipes na condição de sócios.

Respeitando-se essa decisão, mas procurando sempre educá-los na obtenção de conhecimentos profissionais, necessários para colaborarem com a empresa, mesmo de longe, acompanhando, sugerindo e buscando o melhor desempenho e eficiência para o empreendimento, e respeitando as vicissitudes familiares.

Agindo nesse sentido, haverá garantia real de futuro equilibrado e harmônico, para a empresa e principalmente, para a família.

Ricardo do Valle - Administrador/Consultor -

Email: dvlserv@hotmail.com

Blog: DVLEMPRESARIAL@blogspot.com

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